ainda ter asas para poder voar!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Perdidos na teia que viram tecer
É difícil estar-se inundado de frio, com a esperança atrocidada, com a vontade congelada, num beco cheio de vida sem encontrar a saída! Dou-te a mão, mas é mais uma mão que sabes não te poder resgatar da tua encruzilhada. Dou-te uma mão e dava-te o coração, a força que ainda tenho, a vontade renovada que consigo manter, o calor de uma conversa, a luz de uma esperança... E é já tão profundo o deserto onde te encontras, tão pantanoso o caminho da tua vida, que para não sofreres mais consideras a ajuda uma miragem longínqua.
Sem abrigo, sem estrelas
Aqueles olhares de quem está agora do outro lado, conscientes da facilidade e da rapidez com que atravessaram a linha que separa a ventura da desgraça. Aqueles olhares perdidos, um pouco envergonhados. Aqueles olhares corajosamente assumidos, gritando ajudem-me, sussurrando já não há salvação. Aqueles olhares tristemente tão longe, tão desesperados e outrora brilhantes como os de qualquer criança.
domingo, 23 de dezembro de 2007
Distracções
Não facilitemos com quem nos importa! As constatações, as reflexões, os minutos gastos a pensar no que o outro esta a passar à posteriori não servem de quase nada...para o outro! Apesar de mais valer tarde do que nunca, aí não passam de análise do passado e já não podemos ajudar, dar a mão, mostrar que nos interessamos genuinamente... Não facilitemos! Acção!
Desvios obrigatórios
Há uma adolescência (facto do conhecimento de toda a gente por ser evidente a quem rodeia a pessoa, até porque se está sob a vigilancia paterna) e também uma outra fase (menos visivel porque menos exposta, mas comum a quase todos que é a de aceitar que se esta a envelhecer e lidar com isso, com as mudanças, com verdades que se identificam pela experiência, com constatações, ...). Devia ter um nome para poder ser pelo menos um facto aceite, individualmente vivido como se não fosse único ou estranho. Poderá eventualmente estar associado a alterações hormonais, como andropausa e menopausa, da mesma forma que a adolescência está ao inicio da vida sexual. Ou poderá ser desencadeada com desgraças e limitações que também nos fazem passar de criança a adulto num instante!
Poder-se-ira chamar como? Maturescência?
E poderiamos falar disso: E tu já passaste pela maturescência? Foi dificil a tua maturescência? Não ligues, está na maturescência! Ele teve que ficar maduro cedo! hum... chega a ter piada imaginar falarmos disto!
Poder-se-ira chamar como? Maturescência?
E poderiamos falar disso: E tu já passaste pela maturescência? Foi dificil a tua maturescência? Não ligues, está na maturescência! Ele teve que ficar maduro cedo! hum... chega a ter piada imaginar falarmos disto!
sábado, 22 de dezembro de 2007
Tanta liberdade!

Tanta liberdade, inebriante!
É quase liberdade a mais...
Eu gostava de ter amarras, alguém que me esperasse ao fim do dia!
Para quem eu naturalmente ansiasse voltar, como se fossem essas horas o sublimar da nossa existência, o regresso à nossa identidade completa, o baixar dos sorrisos profissionais, espontâneos, mas nunca tão interiores.
Triste
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Poder dar!
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Temp(l)o interior
Nas paredes do meu templo ecoam canções,
Vibram, tremem a cada nota que cantam.
E no entanto são seguras, duras, fortes,
... aparentemente calmas, indiferentes.
É lá que rezo, que espero, que me reencontro.
Não há lugar no mundo melhor do que este
Templo que me resguarda, protege e é tão nu.
... E para lá chegar basta-me olhar para dentro.
Ovo ou Galinha?
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Perdas

Com as perdas também se pode ganhar!
E mesmos nestes casos (benditos!) é difícil perdermos o que sabemos que queremos, para ganharmos o que achávamos que não nos fazia falta ou que desconhecíamos!
E nos outros casos só nos resta o que?... temporariamente desesperar?... tentar não enlouquecer?
Baixinho, mas ensurdecedor
domingo, 16 de dezembro de 2007
Tão só (I)
Abraça-me com esse abraço só teu
Acaricia-me com o teu sopro murmurado
Leva-me a outro mundo, irreal, imaginado
Deixa-me lá respirar, sorrir, chorar
Preciso de um carinho, preciso de lá chegar
Pelas tuas mãos, que me guiem no caminho
Sentir a calma de uma tarde nublada
Onde não há nada a fazer senão estar
Adormecer nesse sonho perturbado
De saber que não o tenho, mas acreditar
Encher o meu copo vazio, aquecer-me,
Nem que só por um momento, delirar
Acaricia-me com o teu sopro murmurado
Leva-me a outro mundo, irreal, imaginado
Deixa-me lá respirar, sorrir, chorar
Preciso de um carinho, preciso de lá chegar
Pelas tuas mãos, que me guiem no caminho
Sentir a calma de uma tarde nublada
Onde não há nada a fazer senão estar
Adormecer nesse sonho perturbado
De saber que não o tenho, mas acreditar
Encher o meu copo vazio, aquecer-me,
Nem que só por um momento, delirar
Momentos há
Viver é... (III)
Viver é saber ser, é saber existir, na plenitude e beleza do verbo, conjugado com a força límpida de um ribeiro que corre, cristalino.
Viver? É ouvi-lo cantar, quando corre, feliz, para a foz, para se enroscar nela, que o espera, tão ansiosa, tão materna!
Viver? É ouvi-lo cantar, quando corre, feliz, para a foz, para se enroscar nela, que o espera, tão ansiosa, tão materna!
Enviado por: Cris
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